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O Porto de Miguel Braga

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É pianista, compositor, produtor, arranjador e letrista. Sendo a música a sua Praia, foi numa tarde com alguma chuva, em plena Foz, que ouvimos “desaguar” algumas das suas estórias. Numa conversa esplanada e com vista para o mar, deixámo-nos embalar pela musicalidade da sua voz, doce e meiga.

Filho de mãe húngara e pai português, nasceu no coração do Porto. Por causa das muitas viagens à boleia da Música, considera-se um cidadão do mundo. Mas é ao Porto que regressa sempre, apesar de não se lhe reconhecer sotaque. A impressão que tem da cidade é cinematográfica. O Porto espicaça-lhe a imaginação: os contrastes, a luz, as cores, as ruas, a arquitetura…

E foi à boleia de Miguel Braga que calcorreámos as ruas do Porto, quais personagens de um filme de fição. A banda sonora podia muito bem ter sido “Secreta Passagem” - nome do álbum comemorativo dos seus 40 anos de carreira, que contou com a participação de Ivans Lins, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa, Lara Li e Carlos do Carmo.

Todos juntos, em pensamento, começámos por contemplar o Porto a partir de Gaia. Ao passar o tabuleiro inferior da Ponte Luis I, Miguel imagina-se em palco, como se tudo à volta fosse cenário. Apetece aplaudir mas é preciso prosseguir e usufruir da luz, sentir o pulsar da zona ribeirinha e contemplar a imponência dos edifícios no centro.

A meio da rota, Miguel chama a atenção para o tom azulado escuro (não é cinzento) que, de repente, começa a vestir a cidade. Os efeitos especiais são naturais: há fumo a emergir dos passeios e, daí a sentirmo-nos super-heróis em “Gotham” vai um tirinho. Despedimo-nos de Batman e do centro e regressamos à Foz.

Aqui o filme é outro e Miguel volta ao passado. Ao tempo em que vinha à Tavi acompanhado da sua mãe comprar bolinhos (teriam sido húngaros?…). “É uma zona onde se sente que há qualquer coisa de nobre”. De repente, e ao caminhar pela magnífica Avenida Brasil, apeteceu-lhe voltar a ver o filme “Um Homem que sabia demais” e nele entrar com o pretexto de acompanhar, ao piano, a voz de Doris Day a cantar “Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)”.

Chegados ao presente, pedimos ao Miguel para formalizar um desejo para o Porto. Não se faz rogado e pediu um circuito de música ao vivo, como já aconteceu nos idos anos 80/90.

Até acontecer e durante os meses de verão podemos contar com a sua presença nas horas felizes da Tavi (Happy Hours), quase sempre à quinta-feira, a solo ou muito bem acompanhado. Entre um petisco e uma música, dois dedos de conversa cheios de cumplicidade.

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